quinta-feira, dezembro 22, 2011

TEXTO: Experiências de vida e missão



Estágio Pastoral em Novo Brasil-ES

É incomensurável o crescimento e amadurecimento humano, que nos é proporcionado em cada visita missionária. Ter contato com o povo com suas alegrias, dores, angústias, incertezas... Tudo isso nos faz buscar o verdadeiro sentido de nossa vocação, e nos remete sempre ao serviço dedicado e amoroso ao próximo, assim como nos recomendou o próprio Cristo ao lavar os pés dos seus.

A simplicidade de nossas visitas esconde uma eficácia tamanha, da qual nem sequer fazemos idéia. As pessoas nos falam com a vida daquilo que jamais livro algum poderá nos ensinar. A fé e devoção vibrante daqueles que nos acolhem, nos faz crer ainda mais num Pai rico em misericórdia.

Nosso contato com as pessoas durante a missão é muito rápido, mas por vezes nos sentimos tão identificados com a história do povo que o partir para uma comunidade vizinha para dar continuidade a missão, se torna uma tarefa muito dura e chega a ser algo que nos emociona profundamente. E aquele grupo de desconhecidos até então, passa também a constituir nossa família.
São Sebastião!

Muitos são os sorrisos, as lágrimas, os louvores e clamores, de crianças, jovens, adultos e idosos, que encontramos pelo caminho e que buscamos nos tornar próximos. Na missão temos a grata satisfação de ver o ser humano nas suas mais diversas facetas, e daí podemos aprender, dentre tantas outras coisas,  sobre a fragilidade da vida e a fortaleza da fé.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

TEXTO: Ensino de Filosofia e a transformação social


CONTRIBUIÇÃO DO ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO PARA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL[1]
Irineu Claudino Sales
A educação é um importante fator que diz do desenvolvimento dos países. Num país como o Brasil que assume a posição de sétima economia mundial pouco se investe em educação. Hoje o País aplica cerca de 4% do PIB em educação, a previsão é de que até 2021 esse percentual aumente para 10%. A questão da transformação social passa necessariamente pela qualidade da educação, e esta por sua vez depende de maiores investimentos.
Temos convicção de que a educação sozinha não muda a sociedade. Mas, nenhuma sociedade muda sem a educação. Ao refletir sobre o papel da educação na sociedade, não podemos cair num otimismo ilusório que pensa a educação numa ótica redentora, e nem podemos nos deixar guiar por um pessimismo imobilizador. 
[...] propõe-se compreender a educação dentro de seus condicionantes e agir estrategicamente para a sua transformação. Propõe-se desvendar e utilizar-se das próprias contradições da sociedade, para trabalhar realisticamente (criticamente) pela sua transformação. (LUCKESI, 2008, p. 51)
Para que isso aconteça é preciso que o educador se comprometa com seu papel enquanto mediador no processo de aprendizagem, e o aluno como aquele que busca novo patamar de conhecimentos, de modos de agir, de habilidades.
Os desafios para uma educação de qualidade vão desde a infra-estrutura, materiais e equipamentos, a uma verdadeira valorização dos profissionais da educação. É preciso investir mais recursos em educação, mas sempre norteados pelo objetivo da qualidade do ensino.
Se o objetivo da educação e especificamente do ensino de filosofia, é formar sujeitos históricos, críticos, conscientes de seus direitos e deveres, essa é uma missão que deve ser assumida com todo o empenho por professores, pais, alunos, e por toda sociedade que em sua grande maioria tem se contentado com uma educação insuficiente e de baixa qualidade.
O ensino de filosofia no ensino médio deve levar os nossos jovens a um verdadeiro assombrar-se da realidade em que vivem. A um descortinar da realidade, de modo a favorecer o surgimento de cidadãos conscientes e críticos de seu tempo. A formação de cidadãos críticos não é interessante para a classe dominante, que mais cedo ou mais tarde vai se ver questionada por tais sujeitos.
Mas, até mesmo á classe dominante é interessante que a educação seja de fato um direito universal, uma educação básica que ensine o indivíduo a lidar com o mundo de significações da escrita, de modo a facilitar sua inserção no campo de trabalho cada vez mais moderno e tecnológico. “[...] pode-se afirmar hoje que um trabalhador que não sabe pensar já não é útil para a produtividade moderna.” (DEMO, 1998, p.67)
A função da filosofia é levar o indivíduo a pensar, mas pensar de forma crítica que o capacite para uma ação reflexiva e fundamentada. Sendo assim, a principal contribuição do ensino de filosofia no ensino médio deve ser a contribuição para uma sociedade onde seus integrantes sejam sujeitos do processo histórico.
REFERÊNCIAS
DEMO, Pedro. A nova LDB: Ranços e avanços. São Paulo: Papirus, 1997.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação.São Paulo: Cortez, 2008.
SAVIANI, Dermeval. Da nova LDB ao FUNDEB: por uma outra política educacional. São Paulo: Autores Associados, 2008. 2 ed.



[1] Artigo produzido por graduando do quarto período de filosofia na Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo. Apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina Estágio Obrigatório I, cujo orientador é o Prof. MS. Helder Salvador.

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