sexta-feira, março 30, 2012

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Sexta-feira graças à Deus? Deus? Alívio descanso à vista. Ah! Estou de fato cansado. Muita hipocrisia. Me invade a raiva, sentimento cinza, o descrédito da amizade. Fraternidade dialética que em tese nos levaria a uma convergência de forças... Humanidade revelada e ocultada. Do outro pouco sabemos, só o que este nos revela, e nisso consiste freqüentes enganos. E o guardado? O secretado no obscurantismo do subjetivo? “Coração terra que ninguém pisa”, senso comum que tem sua validade. Como num binômio de empatia, devo me questionar sobre mim. Silêncio... Turbilhão de idéias. E aí me questiono: como o outro me vê? E vejo que este é o grande problema da humanidade depressiva de nossos dias, que não edifica, mas destrói nosso ser, suprimindo-lhe a liberdade no agir. Livre-arbítrio, o deveríamos aprofundar aqui, mas basta. Não é disso que quero falar. Que me importa o que o outro pensa? Falo das relações humanas, que nos realizam, frustram, nos elevam, nos dão rasteira. 
De fato seres de relação é o que somos, limites devem se estabelecer para que neste movimento de abertura não haja o anular do meu ser, ou mesmo um egocentrismo que isola e aniquila aquele eu que sou. Necessariamente na relação somos seres históricos, situados e limitados na insignificância de nosso ser. Relacionados, ah! Estes são os amigos. É preciso que juntos nos façamos mutuamente conhecidos, para que quando despedidos de nossas máscaras, e desvelada nossas mazelas, a amizade encontre o verdadeiro afeto dos seres amantes que a tudo superam na unidade.
ICS.

TEXTO: Maria, Mãe, Discípula e modelo de nosso agir.

Rogai por nós santa mãe de Deus.
“Deus conhece o tempo na amplidão do seu olhar. Ele é onipresente e onisciente. Deus contemplou a história, contemplou todas as mulheres e viu Maria a mulher mais disponível à sua graça. E a escolheu. E a preservou do pecado.”(Padre Emilio Gonzalez Escalada)
Devemos amar a Maria, porque ela disse sim ao projeto de Deus e se tornou a Mãe de Jesus. A veneração àquela que é a Mãe do Filho de Deus, já é mencionada no Evangelho, quando Maria exclama: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” (Lc 1, 48)
Só Jesus salva, só Ele realiza milagres e prodígios, mas Nossa Senhora intercede por nós, leva nossos pedidos e súplicas diante de seu Filho. Mulher delicada e sensível as necessidades da humanidade, por sua poderosa intercessão nas Bodas de Cana, Jesus realiza seu primeiro milagre (Jô 2, 1-11).
Nós a veneramos porque ela é a mulher da fé, em nossa linguagem podemos dizer que ela assinou um cheque em branco para Deus. Dentre todas as mulheres, as que já viveram, as de hoje, e as que virão a existir, é Maria a mais disponível ao projeto de Deus. “É ela a mulher histórica, a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio, é Maria de todos os tempos e de todos os homens. Ela se levanta a nossa frente como estrela luminosa, a mostrar-nos como devemos agir.” (Padre Emilio Gonzalez Escalada)
A Ela é reservado o dogma da Imaculada Conceição, que podemos esclarecer de forma bem simples. Todos nós amamos nossas mães, e se pudéssemos criar a nossa mãe perfeita, a faríamos da melhor maneira possível e de tal maneira que ela não conhecesse a morte. Assim, fez Deus que é todo poderoso ao conceber a Virgem Maria, a Mãe do Filho de Deus.
Maria é a escolhida, e assumiu amar o projeto de Deus, é mulher como as outras só enquanto gênero feminino. Ela é a discípula por excelência. É a mãe que sempre nos conduz aos seu Divino Filho.
Nossa adoração é reservada somente a Deus, a Maria veneramos porque é ela a criatura humana mais próxima do Senhor. Veneramos a Maria nas celebrações da Igreja, na oração bíblica da Ave-Maria, pela devoção popular através do terço que é uma oração essencialmente cristocêntrica, onde repetimos que amamos nossa Mãe celeste e ao fazê-lo estamos declarando nosso amor a Jesus Cristo.
“Ela se interessa por nós, ama-nos como a filhos queridos, pois o próprio Jesus nos confiou a ela: ‘Mulher eis o teu filho’(Jô 19, 26). Temos especial carinho por Maria, em obediência a Jesus e por fidelidade ao Evangelho: ‘Filho, eis aí tua mãe’(Jô 19,27)”(Sou Católico Vivo a Minha Fé)
Nossa Senhora é modelo de todo discípulo missionário de Jesus, esteve com ele em todos os momentos. Quando todos o abandonaram, lá estava Maria aos pés da cruz. No Cenáculo, quando desponta a Igreja nascente, lá estava Maria fortalecendo a continuidade da obra de seu Filho.Quem não tem Maria Santíssima é órfão, quem a rejeita comete grande pecado contra o próprio Deus, que a elegeu para concretizar a encarnação do Verbo. “Se quisermos parecer cada vez mais com o Cristo, tanto mais devemos nutrir os sentimentos de veneração e estima filial que Jesus nutria para com a sua mãe.” (Sou Católico Vivo a Minha Fé)
“Um verdadeiro devoto de Maria, jamais se perde.”(Santo Afonso)
“Rezemos com Maria e por Maria, ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa’.”(Discurso do Papa João Paulo II em Aparecida – 4 de julho de 1980)
Mais sobre o assunto:
Sou Católico Vivo a Minha Fé. CNBB. 3° Edição, 2007. P. 140-144.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Edições Loyola.2005. P.68-69.
Catecismo da Igreja Católica. Edição Típica Vaticana. Edições Loyola. P. 272-275.

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