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Sexta-feira graças à Deus? Deus? Alívio descanso à vista. Ah!
Estou de fato cansado. Muita hipocrisia. Me invade a raiva, sentimento cinza, o
descrédito da amizade. Fraternidade dialética que em tese nos levaria a uma
convergência de forças... Humanidade revelada e ocultada. Do outro pouco sabemos,
só o que este nos revela, e nisso consiste freqüentes enganos. E o guardado? O
secretado no obscurantismo do subjetivo? “Coração terra que ninguém pisa”,
senso comum que tem sua validade. Como num binômio de empatia, devo me questionar
sobre mim. Silêncio... Turbilhão de idéias. E aí me questiono: como o outro me
vê? E vejo que este é o grande problema da humanidade depressiva de nossos dias,
que não edifica, mas destrói nosso ser, suprimindo-lhe a liberdade no agir.
Livre-arbítrio, o deveríamos aprofundar aqui, mas basta. Não é disso que quero
falar. Que me importa o que o outro pensa? Falo das relações humanas, que nos
realizam, frustram, nos elevam, nos dão rasteira.
De fato seres de relação é o
que somos, limites devem se estabelecer para que neste movimento de abertura
não haja o anular do meu ser, ou mesmo um egocentrismo que isola e aniquila aquele
eu que sou. Necessariamente na relação somos seres históricos, situados e
limitados na insignificância de nosso ser. Relacionados, ah! Estes são os
amigos. É preciso que juntos nos façamos mutuamente conhecidos, para que quando
despedidos de nossas máscaras, e desvelada nossas mazelas, a amizade encontre o
verdadeiro afeto dos seres amantes que a tudo superam na unidade.
ICS.

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