segunda-feira, agosto 19, 2013

CRÔNICA: Me fiz romeiro


Chegando em Roma
CRÔNICA
 17 de agosto de 2013.

A ansiedade me deixou eufórico, tomado das mais elevadas expectativas embarquei no Boeing rumo a Cidade Eterna. Horas e horas de vôo, para qualquer um daqueles passageiros poderia estar sendo uma viagem costumeira e enfadonha, mas para mim tudo era inédito. Como é bom quando nos deparamos com situações totalmente novas e inusitadas em nossa vida, demonstra que estamos vivos e ainda não perdemos a capacidade de nos espantar com as surpresas da nossa existência.
Coliseu
Hoje, transcorridos mais de trinta dias da viajem consigo escrever sobre o assunto. E o faço só agora não porque tenha sido ruim, muito pelo contrário. Escrevo agora sobre minhas impressões porque penso ter digerido um pouco do tudo que na Europa pude ver e experimentar.
Das coisas que lá vi, resumo que as edificações são lindas.
Das coisas que lá comi, resumo que os italianos comem muito bem.
Das coisas experimentadas, resumidamente são de outra cultura, daí não me cabe dizer se boas ou más, são simplesmente diferentes.
Vista de Roma
Das pessoas conhecidas, na maioria pessoas muito acolhedoras e enérgicas para tudo.
Disso talvez volte a falar, mas quero expor a mudança ideológica do ser Irineu que foi e voltou do primeiro mundo. Digo que voltei ainda mais patriota, amo este meu lindo Brasil e por ele quero lutar e dar minha contribuição para que sejamos uma nação melhor. Retornei com meus horizontes ampliados, uma caixa de sonhos e expectativas, um modo de pensar mais abrangente, como diria um de meus professores: "Meu mundo cresceu e eu fiquei sem chão".
Na Cidade de Roma fiquei cerca de dez dias, embora dispusesse de poucos dias cada minuto foi vividos de maneira intrépida. Queria desvendar os segredos daquele lugar milenar, queria percorrer cada beco e ruela, queria rezar em cada igreja, beber da água de cada fonte, experimentar cada prato da culinária daquele povo. No entanto me disseram: "Para se conhecer Roma são necessárias três vidas". E eu pobre mortal, ingenuamente, queria fazer isso numa dezena de dias.
Vaticano
De modo geral quero, como escritor pusilânime que sou, dizer ao caro amigo que lê estas linhas, numa viagem dessas não dá para  ficar indiferente ao novo, ao belo, ao extraordinário, o ser humano é deveras criativo. Voltei de lá com a certeza de que cresci, de que vivi uma oportunidade ímpar nesta minha fase de vida. Tenho desejo de muito mais, estar naquele lugar me deixou gravado no coração que se quisermos nós podemos fazer a diferença, não para o outro, sim para quem verdadeiramente importa: nós mesmos.

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