| Chegando em Roma |
CRÔNICA
17 de agosto de 2013.
A
ansiedade me deixou
eufórico, tomado das mais elevadas expectativas embarquei no Boeing rumo a
Cidade Eterna. Horas e horas de vôo, para qualquer um daqueles passageiros
poderia estar sendo uma viagem costumeira e enfadonha, mas para mim tudo era
inédito. Como é bom quando nos deparamos com situações totalmente novas e
inusitadas em nossa vida, demonstra que estamos vivos e ainda não perdemos a
capacidade de nos espantar com as surpresas da nossa existência.
| Coliseu |
Hoje, transcorridos mais de trinta dias da viajem consigo
escrever sobre o assunto. E o faço só agora não porque tenha sido ruim, muito
pelo contrário. Escrevo agora sobre minhas impressões porque penso ter digerido
um pouco do tudo que na Europa pude ver e experimentar.
Das coisas que lá vi, resumo que as edificações são lindas.
Das coisas que lá comi, resumo que os italianos comem muito
bem.
Das coisas experimentadas, resumidamente são de outra cultura,
daí não me cabe dizer se boas ou más, são simplesmente diferentes.
| Vista de Roma |
Das pessoas conhecidas, na maioria pessoas muito acolhedoras e
enérgicas para tudo.
Disso talvez volte a falar, mas quero expor a mudança
ideológica do ser Irineu que foi e voltou do primeiro mundo. Digo que voltei
ainda mais patriota, amo este meu lindo Brasil e por ele quero lutar e dar
minha contribuição para que sejamos uma nação melhor. Retornei com meus
horizontes ampliados, uma caixa de sonhos e expectativas, um modo de pensar
mais abrangente, como diria um de meus professores: "Meu mundo cresceu e
eu fiquei sem chão".
Na Cidade de Roma fiquei cerca de dez dias, embora dispusesse
de poucos dias cada minuto foi vividos de maneira intrépida. Queria desvendar
os segredos daquele lugar milenar, queria percorrer cada beco e ruela, queria
rezar em cada igreja, beber da água de cada fonte, experimentar cada prato da
culinária daquele povo. No entanto me disseram: "Para se conhecer Roma são
necessárias três vidas". E eu pobre mortal, ingenuamente, queria fazer
isso numa dezena de dias.
| Vaticano |
De modo geral quero, como escritor pusilânime que sou, dizer
ao caro amigo que lê estas linhas, numa viagem dessas não dá para ficar indiferente ao novo, ao belo, ao
extraordinário, o ser humano é deveras criativo. Voltei de lá com a certeza de
que cresci, de que vivi uma oportunidade ímpar nesta minha fase de vida. Tenho
desejo de muito mais, estar naquele lugar me deixou gravado no coração que se
quisermos nós podemos fazer a diferença, não para o outro, sim para quem
verdadeiramente importa: nós mesmos.
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