Festa de Nossa
Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo.
Acordei com
vontade de escrever sobre a Festa da Penha, padroeira deste Estado, Mãe de
tantos capixabas desvalidos e
pequeninos. Quanta alegria e fé da multidão de peregrinos que rumam à Casa da Mãe
numa analogia à caminhada perene de suas vidas rumo a Pátria Celeste. As
romarias são as mais variadas, a maior de todas é a Romaria dos Homens, que já
se configurou como a Romaria da Família. Faz alguns anos optei por participar
da Romaria dos Homens, estar junto de todos os peregrinos é experimentar no
aqui e agora o que teremos em plenitude
no futuro escatológico, onde viveremos em plena comunhão unidos no amor.
Diante de
massivas manifestações de fé e religiosidade popular, me questiono sobre a
realidade da vida do povo espírito santense, quantas dificuldades e tristes
realidades enfrentamos. Será que todo este povo católico não testemunha sua fé?
Por que somos uma das capitais mais violentas do mundo? E a conclusão que
chego enquanto cristão católico é de que
o povo vive sim sua fé, embora nem todos sejam exímios praticantes do
Evangelho, é grande o número daqueles testemunham sua fé na vida.
No entanto, não
bastam fé e boa vontade do povo, são necessárias políticas públicas
verdadeiramente comprometidas com o bem comum, capazes de transformar para
melhor a vida dos desvalidos Filhos
da Virgem. O povo busca agarrar-se a sua Santa Mãe porque já não sabe a quem
recorrer. A violência, o sofrimento para levar uma vida digna e honesta é
tamanho que o povo vive a espera de um milagre que mude a realidade de nosso
amado Estado.
Prometo me deter a escrever sobre os sinais de
politicagem em nosso Estado, mas agora não o farei. Quero neste instante me
deliciar do avivamento que a Igreja está vivendo, a eleição do Papa Francisco
não deixa dúvida sobre a ação divina em nosso meio. Ontem foram canonizados dois grandes homens
para história da humanidade. João XXIII, aquele que abriu a Igreja aos novos
tempos; João Paulo II, o papa peregrino que aproximou a Igreja dos povos. Por
tudo isso, damos graças ao bom Deus e clamamos
forças para juntos construirmos uma sociedade capixaba menos violenta e
injusta.

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