segunda-feira, abril 28, 2014

CRÔNICA: SENHORA DAS ALEGRIAS

Festa de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo.


Acordei com vontade de escrever sobre a Festa da Penha, padroeira deste Estado, Mãe de tantos  capixabas desvalidos e pequeninos. Quanta alegria e fé da  multidão de peregrinos que rumam à Casa da Mãe numa analogia à caminhada perene de suas vidas rumo a Pátria Celeste. As romarias são as mais variadas, a maior de todas é a Romaria dos Homens, que já se configurou como a Romaria da Família. Faz alguns anos optei por participar da Romaria dos Homens, estar junto de todos os peregrinos é experimentar no aqui e agora o que teremos  em plenitude no futuro escatológico, onde viveremos em plena comunhão unidos no amor.

Diante de massivas manifestações de fé e religiosidade popular, me questiono sobre a realidade da vida do povo espírito santense, quantas dificuldades e tristes realidades enfrentamos. Será que todo este povo católico não testemunha sua fé? Por que somos uma das capitais mais violentas do mundo? E a conclusão que chego  enquanto cristão católico é de que o povo vive sim sua fé, embora nem todos sejam exímios praticantes do Evangelho, é grande o número daqueles testemunham sua fé na vida.

No entanto, não bastam fé e boa vontade do povo, são necessárias políticas públicas verdadeiramente comprometidas com o bem comum, capazes de transformar para melhor a vida dos desvalidos Filhos da Virgem. O povo busca agarrar-se a sua Santa Mãe porque já não sabe a quem recorrer. A violência, o sofrimento para levar uma vida digna e honesta é tamanho que o povo vive a espera de um milagre que mude a realidade de nosso amado Estado.


Prometo  me deter a escrever sobre os sinais de politicagem em nosso Estado, mas agora não o farei. Quero neste instante me deliciar do avivamento que a Igreja está vivendo, a eleição do Papa Francisco não deixa dúvida sobre a ação divina em nosso meio.  Ontem foram canonizados dois grandes homens para história da humanidade. João XXIII, aquele que abriu a Igreja aos novos tempos; João Paulo II, o papa peregrino que aproximou a Igreja dos povos. Por tudo isso, damos graças ao bom Deus e clamamos  forças para juntos construirmos uma sociedade capixaba menos violenta e injusta.

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