quinta-feira, dezembro 28, 2023

CRÔNICA: Fim de ano e as ansiedades: o remédio da fé cristã

No fim do ano a ansiedade aumenta em nossos corações, ouvi num telejornal que a ansiedade cresce em cerca de 75%, não me pergunte como se mede isso caro (a) leitor (a). No estrangular derradeiro do ano começamos a melancólica avaliação, uma análise das metas programadas, contabilização dos resultados obtidos, etc. Uma lógica de produção toma conta de nós, como se a produção fosse o único critério para sabermos se obtivemos ou não sucesso em nossas empreitadas.

A vida humana é muito mais complexa do que metas pré-fixadas. Graças à Deus estamos submetidos às surpresas da vida, as vezes promissoras e alegres ora desastrosas e tristes. Infelizmente os critérios do consumismo é que tem sido utilizados para afirmar uma vida feliz. Se você consome, você existe e é feliz. Se você não consome você é o único responsável pela sua má sorte de vida. Cruelmente afirma-se que qualquer pessoa pode ser o que quiser, basta querer. Mas que mentira cabeluda, afirmava uma canção popular.

Ao fim deste ano fico pensamento em quantos lugares pude visitar e conhecer; com quantas pessoas partilhei a vida; quanto conhecimento tive a oportunidade de obter ... De fato, foram muitas atividades e experiências de crescimento e humanização. Naturalmente chegamos nesta hora do ano com certo cansaço e exaustão, pois o tempo não para e nossas vidas estão cada vez mais aceleradas.

No meio deste turbilhão a fé cristã pode oferecer o desejado descanso e o remédio necessário para a avidez capitalista. É de Jesus Cristo a expressão: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sobre o peso dos vossos fardos que eu vos darei descanso, tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (cf. Mt 11, 22-30). Com Jesus aprendemos uma lógica que vai na contramão da lógica do acúmulo e do consumo. Com o mestre Jesus aprendemos a lógica da simplicidade, do necessário, da humanização, do altruísmo, enfim a lógica do amor.

Infelizmente os homens e a mulheres de nosso tempo pensam que não precisam de Deus, talvez por isso o mundo está como está. Nós que temos a alegria de sermos abençoados com a presença de um Deus que se importa conosco e que se faz próximo, não podemos guardar esta alegria só para nós. O mundo tem sede de salvação, e esta salvação tem nome, é uma pessoa chamada Jesus Cristo. Caro (a) leitor (a) o tom religioso desta crônica visa suscitar esperança num mundo tão complexo e cheio de sombras, num mundo aonde já vivemos uma “terceira guerra mundial em pedaço” (expressão do papa Francisco). Que a fé se renove em nossos corações e que venha o próximo ano e que ele nos encontre lutando pela construção de um mundo melhor. 



 

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