Jesus Cristo quis ser
batizado por João para manifestar a sua solidariedade para com todos os
pecadores. Ele desce as águas para ser batizado e quando delas sai não está
mais sozinho, vemos manifestar-se a Trindade Santíssima, o Espírito Santo se
manifesta em forma de pomba, a voz do Pai se faz ouvir. Um batismo realizado
para se cumprir toda a justiça, como lemos no evangelho segundo São Mateus (cf.
Mt 3, 13-17).
Somos então levados a
pensar sobre a dignidade batismal, é pelo batismo que um dia iremos contemplar
o rosto de Deus. O saudoso papa Francisco dizia que seremos salvos não por ser
padre, irmã de caridade, bispo, pai e mãe de família, seremos salvos pelo nosso
batismo, que nos garante a dignidade de filhos e filhas de Deus. Nós somos
filhos e filhas de Deus, que grande presente de amor o Pai nos deu, nos
recordam as escrituras. Mas, o dizer da grande parcela humana que ainda não
conhece Jesus Cristo, ou que ainda não recebeu o sacramento do batismo? Todos
nós conhecemos alguma pessoa querida que ainda não foi batizada.
Diante da situação
exposta somos impulsionados a missão permanente, a messe é grande do tamanho do
mundo e ao mesmo tempo somos levados a contemplar os atributos da onipotência,
onipresença e onisciência do nosso Deus; que tem seu jeito de se fazer presente
e de salvar a seus filhos e filhas nas diferentes culturas, etnias e credos.
Mas, ainda somos chamados a refletir sobre os milhões de batizados que ainda
não foram suficientemente evangelizados e vivem apartados de Cristo. Um
problema que já foi mencionado no Documento de Aparecida, em 2007, e que
apresentava como solução o encontro pessoal com Jesus Cristo, dentre tantos
meios, priorizando o testemunho autêntico dos cristãos e ao mesmo tempo uma boa
iniciação a vida cristão por parte da catequese da Igreja.
Que possamos pedir a Deus
a graça de vivermos a altura do nosso batismo e que mereçamos a graça de sermos
chamados filhos e filhas de Deus.
Anchieta (ES), 11
de janeiro de 2026.
Padre Irineu
Claudino Sales.

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